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1666 Amsterdam: criador de Assassin’s Creed anuncia jogo de bruxas com viagem no tempo e prólogo gratuito no Steam

Summer Game Fest foi palco do retorno de um dos projetos mais misteriosos (e conturbados) da última década. Patrice Désilets — cocriador de Assassin’s Creed e fundador da Panache Digital Games — anunciou oficialmente 1666 Amsterdam, um jogo de ação e aventura em terceira pessoa com temática de bruxas, perseguições sobrenaturais e viagem no tempo. E a melhor parte: o prólogo já está disponível gratuitamente no Steam e na Epic Games Store.

O projeto, que estava “perdido” há cerca de 15 anos (desde os tempos de THQ Montreal e uma passagem conturbada pela Ubisoft), finalmente viu a luz do dia. E já tem data para entrar em acesso antecipado ainda em 2026 (primeiro no PC, com versões para consoles posteriormente).

A trama: bruxas, dívidas ancestrais e um gato que veio de 1999

A história de 1666 Amsterdam é tão ambiciosa quanto seu desenvolvimento foi complicado. O jogo se passa em uma versão sombria da capital holandesa, onde forças ocultas conhecidas como os Originais vivem entre os humanos há séculos, detendo poder e tempo em troca de dívidas que agora começam a ser cobradas.

A protagonista é Noa Brooklyn, uma bruxa que assume o manto da Coletora — um papel que ela não escolheu, mas que foi determinado por um grupo chamado Zaindaris. Ao seu lado está Aaron, um indivíduo originário do ano de 1999 que, por razões ainda não explicadas, vivencia o mundo através dos olhos de um gato. Sim, você controla (ou pelo menos interage com) um gato em uma das linhas temporais.

A narrativa se entrelaça em múltiplas eras:

Cada período oferece fragmentos de uma verdade maior sobre a fundação da cidade de Amsterdã e a influência dos contratos selados no passado.

O trailer já deixou claro: o DNA de Assassin’s Creed está presente. O protagonista (ou a protagonista) corre pelos telhados de Amsterdã, escala estruturas e utiliza um estilo de movimentação que lembra os clássicos da franquia que Désilets ajudou a criar. Mas a atmosfera é mais sombria, com elementos de bruxaria, magia e terror sobrenatural.

A Panache Digital Games liberou imediatamente um prólogo jogável gratuito no Steam e na Epic Games Store. O prólogo, intitulado “A Cerimônia da Coletora”, apresenta o rito de passagem de Noa e estabelece as bases do mistério que se estenderá pelo jogo completo.

O projeto tem uma história conturbada. Concebido originalmente quando Désilets trabalhava na THQ Montreal (em 2010-2011), o jogo foi engavetado após a falência da publicadora. A THQ foi adquirida pela Ubisoft, e Désilets acabou saindo da empresa em meio a uma disputa pública. Ele só recuperou os direitos do projeto após fundar seu próprio estúdio, a Panache Digital, que primeiro desenvolveu Ancestors: The Humankind Odyssey (2019) antes de finalmente retomar 1666 Amsterdam.

Agora, 15 anos depois da concepção original, o jogo está finalmente em rota de lançamento.

1666 Amsterdam é um daqueles projetos que pareciam amaldiçoados — e olha que o tema é bruxaria. Depois de 15 anos em desenvolvimento (ou em geladeira), o jogo de Patrice Désilets finalmente parece real. O prólogo gratuito é uma jogada inteligente para gerar confiança, e a premissa de múltiplas linhas temporais, um gato viajante e bruxas em Amsterdã é no mínimo intrigante.

Se a Panache Digital conseguir entregar uma experiência à altura do pedigree de seu criador, 1666 Amsterdam pode ser um dos grandes títulos narrativos de 2026/2027. E se não conseguir… bem, pelo menos o prólogo é de graça.

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