Desenvolvido pelo estúdio brasileiro Fogo Games e publicado pela Nuntius Games, Ghetto Zombies: Graffiti Squad é um top-down shooter no qual um grupo de jovens da periferia enfrenta hordas de zumbis enquanto tenta espalhar sua arte pela cidade.
Esta análise foi realizada a partir de uma cópia de Ghetto Zombies: Graffiti Squad fornecida pela Nuntius Games.
ᐳ Início

No mundo de Ghetto Zombies, um apocalipse zumbi tomou conta da cidade grande, restando apenas a periferia, chamada Vila Fundinho, como último foco de resistência. Nela, quatro jovens geneticamente modificados assumem a missão de limpar as ruas dos zumbis e levar mais cor e diversão ao local por meio do grafite.
A história é bastante básica e funciona apenas como pano de fundo. A trama não avança ao longo da campanha e nenhum dos personagens é realmente desenvolvido. Isso é frustrante, já que o universo apresentado é interessante e desperta curiosidade, mas o jogo não entrega respostas, deixando uma sensação de vazio ao final.

A gameplay é divertida no início, mas rapidamente se torna repetitiva. Apesar da boa variedade de armas, nem todas são satisfatórias de usar. O jogo oferece quatro personagens jogáveis, porém nenhum deles é realmente único. Todos compartilham as mesmas mecânicas, diferenciando-se apenas por status e arma inicial, algo que perde relevância rapidamente conforme o jogador evolui e troca de equipamentos. Como a experiência adquirida não é compartilhada entre os personagens, não há incentivo para alternar entre eles.
A variedade de inimigos é razoável, mas poucos se destacam além dos mini-chefes. Os chefões de cada capítulo são especialmente problemáticos, pois se tratam sempre do mesmo inimigo com pequenas variações de comportamento, o que reforça a sensação de repetição. Mesmo no capítulo final, a mudança apresentada não é suficiente para empolgar.

A mecânica de grafite, que se mostra importante na proposta do jogo, também sofre com a repetição. Ao grafitar uma parede, uma horda de inimigos aparece, e só é possível avançar após grafitar todas as paredes da fase. Embora faça sentido dentro da lore, na prática a mecânica se torna cansativa. Ela poderia ser substituída por qualquer outra ação, já que não recebe destaque suficiente para se tornar realmente divertida ou satisfatória.
Visualmente, Ghetto Zombies se sai muito bem. O estilo em pixel art é bonito e bem trabalhado, com personagens de design interessante e cenários que retratam com competência a estética da periferia brasileira. A trilha sonora contribui para a ambientação, mas não chega a se destacar.
ᐳ Veredito

Em termos de otimização, o jogo apresenta bom desempenho geral e não exige muito do sistema, embora ainda ocorram quedas de FPS durante a gameplay, indicando espaço para mais polimento.
Ghetto Zombies: Graffiti Squad é um jogo competente, que consegue entreter, mas não cativa. A experiência acaba sendo vazia, sem elementos realmente marcantes que façam o jogo se destacar. Para quem gosta do gênero ou deseja apoiar desenvolvedores brasileiros, vale conferir, mas quem busca algo mais memorável provavelmente não encontrará aqui o que procura.
Ghetto Zombies: Graffiti Squad (2026)
Lançamento 16 de janeiro de 2026 Desenvolvedora Nuntius Games Gêneros Aventura, Shoot ‘em Up Plataformas PC Testado em PCCompartihar:















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