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Crítica: O Som da Morte

Crítica: O Som da Morte

O Som da Morte, em seu último trailer usa de várias credenciais para convencer o espectador de que é um ótimo terror para ser assistido. Além de ter Corin Hardy (A Freira, 2018) na direção, a propaganda ostenta que é do mesmo estúdio “disso” dos produtores “daquilo” e do executivo responsável por “aquilo lá” citando bons filmes de terror dos últimos anos. Porém, todo o alarde perde a força, quando se depara com um filme que na melhor das avaliações pode ser classificado como medíocre.

Apesar de uma premissa praticamente sem base para nada, ainda há uma nuance levemente interessante de como o “mal” age na história. Um leve “quê” de Premonição (James Wong, 2000), o que dá a falsa sensação de que seremos bafejados com ares de inspiração, mas qual nada. O roteiro é uma colcha de retalhos de clichês do terror que duram uma hora e trinta e sete minutos! A sensação que se tem é a de que requentaram tudo o que puderam do gênero das últimas décadas.

Há momentos em que frases inteiras que já foram utilizadas em outras produções, são jogadas na tela sem o menor constrangimento e todos os estereótipos possíveis estão no enredo. O “atleta marrento”(Jhaleil Swaby dos filmes Shazam!), o “cara sensível”(Sky Young, Rebel Moon da Netflix), “a garota popular que é legal”(Alissa Skovbye, série Gilded Newport Mysteries: Morderat The Breakers), etc… Só faltou a “Final Girl” (Dafne Keen, Deadpool & Wolverine, 2024) ser virgem e as clássicas cenas de nudez das produções oitentistas. Também podemos entender como preguiça ou no mínimo falta de esmero, a maneira como personagens são deixados de lado pelo caminho de maneira bem displicente, ou como situações que deveriam ser bizarras causarem pouca ou nenhuma estranheza.

O roteiro tem pressa e com isso fica desleixado. Essa pressa se traduz até mesmo na cronologia do filme que não é muito clara e sem tem a sensação de que tudo acontece ao longo de uns três dias, o que mesmo em um filme de terror com acontecimentos sobrenaturais, fica aviltantemente inverossímil, dificultando a conexão com a narrativa que auxiliaria na suspensão de realidade.

De destaque positivo temos as cenas de morte que não são ruins, tem duas bem interessantes na sua concepção, que são momentos que souberam aproveitar a temática do filme. Em resumo, não se pode esperar que sirva para algo mais do que matar a curiosidade de pré adolescentes no streaming.

“Em resumo, não se pode esperar que sirva para algo mais do que matar a curiosidade de pré adolescentes no streaming.”
Leonardo Valério
 Crítica: O Som da Morte

O Som Da Morte (2026)

Duração 1h37min Direção Corin Hardy Roteiro Owen Egerton Elenco Dafne Keen, Sophie Nélisse, Percy Hynes White Onde assistir Ver plataformas no JustWatch

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