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Crítica: A Morte do Demônio em Chamas

Crítica: A Morte do Demônio em Chamas

Imagem: Sony Pictures

Em A Morte do Demônio em Chamas (Evil Dead Burn), após perder o marido Will (George Pullar) em um trágico acidente, Alice (Souheila Yacoub) busca refúgio na isolada casa de seus sogros Susan e Edgar Price (Tandi Wright e Erroll Shand) na esperança de estar presente em meio ao luto, ao lado também do cunhado Joseph (Hunter Doohan) e sua esposa Thya (Luciane Buchanan). O que deveria ser um reencontro familiar, no entanto, se transforma em um pesadelo quando uma força demoníaca desperta, vai atrás da família e começa a possuir, um a um, transformando-os em seres sedentos por violência.

A Morte do Demônio em Chamas (Evil Dead Burn) é dirigido por Sébastien Vaniček e mostra que a franquia continua encontrando maneiras de evoluir sem abandonar a identidade que a transformou em uma das maiores referências do horror. Apostando em uma narrativa que equilibra terror e explosões de violência gráfica, o filme entrega uma experiência eletrizante do primeiro ao último minuto.

O roteiro constrói a tensão de forma eficiente, dosando momentos de silêncio e expectativa antes de mergulhar o espectador em sequências de puro caos. A química entre os personagens daquela família fortalece os conflitos dramáticos e amplia o peso dos acontecimentos, enquanto as interpretações físicas exigidas pelas possessões impressionam como de costume desde A Morte do Demônio (Evil Dead) de 2013. Essa combinação faz com que o terror funcione tanto pelo impacto das cenas quanto pelo envolvimento com a narrativa.

Na direção, o filme demonstra um domínio admirável do ritmo. Cada sequência é construída para manter o espectador constantemente em alerta, alternando momentos de suspense sufocante com explosões de horror visceral. O diretor entende quando desacelerar para criar expectativa e quando acelerar para entregar cenas impagáveis, fazendo com que o longa mantenha sua intensidade durante toda a duração.

O trabalho de câmera merece um destaque especial. O cenário de uma casa praticamente afastada e largada reforça a sensação de caos e isolamento. Os movimentos de câmera, marca já registrada da franquia, retornam com ainda mais criatividade, utilizando planos sequencia geniais, rápidos e enquadramentos agoniantes que colocam o público dentro da cena sentindo a dor dos personagens.

Os efeitos visuais e práticos também seguem impressionam. O filme abraça o gore característico da franquia com criatividade e personalidade. Cada cena impactante de alguma forma nojenta mas que contribui para aumentar a sensação de descontrole e reforçar o clima de pesadelo que domina a história.

No fim, A Morte do Demônio em Chamas prova que a franquia continua extremamente relevante dentro do cinema de horror contemporâneo. O filme possúi um elenco comprometido, com destaque para Maude Davey, que interpreta Polly, a avó da família.

8,5
Muito bom
Mais Críticas
“Além de uma direção segura, excelente trabalho de câmera e um roteiro que sabe equilibrar tensão e brutalidade, o filme entrega uma experiência intensa, divertida e memorável para fãs antigos e novos espectadores.”
Enzo Impalá

A Morte Do Demônio: Em Chamas (2026)

Duração 1h51min Direção Sébastien Vaniček Roteiro Sébastien Vaniček Elenco Souheila Yacoub, Hunter Doohan, Luciane Buchanan Onde assistir Ver plataformas no JustWatch

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