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Crítica: Infinite Icon- Uma Memória Visual

Crítica: Infinite Icon- Uma Memória Visual

Infinite Icon: Uma Memória Visual” é um documentário musical fortemente intimista que acompanha a vida e a carreira da cantora Paris Hilton, um dos maiores ícones pop do século XXI. A produção conta com imagens raras e uma linguagem única, que faz jus ao estilo da estrela. O longa vai a fundo, não se resumindo apenas à carreira, mas também à vida pessoal, mostrando suas origens, seus conflitos internos, amigos, família, anseios profissionais e sua reinvenção. Como a própria Hilton afirma em entrevista, a música salvou sua vida, esse documentário e a prova disso.

Com uma chuva de fotos e vídeos inéditos, imagens raras muitas vezes caseiras, entrevistas recentes, vídeos com esposo e filhos, gravações de shows e seus bastidores, o longa se sustenta bem e encanta com a diversidade de conteúdo. Entretanto, em certos momentos, a montagem pesa um pouco a mão nas imagens de arquivo e acaba tornando excessivos alguns trechos, principalmente aqueles em que há muitos shows.

O longa que tem duração de quase duas horas, em alguns momentos acaba se perdendo um pouco, ficando exaustivo. Para os fãs, é de longe uma bela homenagem a cantora, e até mesmo aqueles que não são fãs aprendem um pouco sobre a trajetória da artista e tiram algo de produtivo da obra. A estrutura é bem pensada, com narrativa bem conduzida por seus entrevistados. A própria artista em si já é uma boa peça de estudo documental, costura muito bem sua história, e cativa o público. O drama é parte central do roteiro e serve muito bem para mostrar quem é a mulher por trás do ícone e tudo o que já passou.

Os diretores Bruce Robertson e JJ Duncan sabem como trabalhar o documentário; ambos conseguem passar uma unidade muito sóbria, um trabalho em conjunto que deixa muito claro a parceria que houve entre ambos. Como o próprio título diz, é uma memória visual, algo para perdurar a imagem de Hilton, ajudar em sua nova fase e tentar trazer a tona novamente a estrela. Tudo é construído a partir de uma trajetória de altos e baixos, de busca de conexões com seu eu interno e liberdade. Para Hilton, não é apenas um esclarecimento sobre sua carreira, mas também um agradecimento a todos aqueles que foram importantes em sua vida.

Em conclusão, “Infinite Icon: Uma Memória Visual” fala sobre a importância de saber quem você é, independentemente do que os outros acham que você é. É saber diferenciar, figura publica e vida pessoal. Uma obra que engrandece Paris Hilton, não só por sua trajetória artística (cantora, atriz, modelo), mas também por sua caminhada como ícone político, pelas bandeiras que vem levantando e pela mudança e reconstrução de sua imagem. Vemos claramente o poder da influência, tanto para o bem quanto para o mal. A obra é claramente parcial e tem seu objetivo bem definido; peca em alguns excessos, é um filme bem de nicho, mas que consegue superar expectativas.

“Vemos claramente o poder da influência, tanto para o bem quanto para o mal. A obra é claramente parcial e tem seu objetivo bem definido; peca em alguns excessos, é um filme bem de nicho, mas que consegue superar expectativas.”
Vinycius Rodrigues
 Crítica: Infinite Icon- Uma Memória Visual

Infinite Icon: Uma Memória Visual (2026)

Duração 2h 03min Direção JJ Duncan, Bruce Robertson Roteiro Bruce Robertson Elenco Paris Hilton, Rina Sawayama, Sia Onde assistir Ver plataformas no JustWatch

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