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Crítica: Mestres do Universo

Crítica: Mestres do Universo

Imagem: Sony Pictures

Após ter seu reino destruído e ser mandado para o planeta Terra, o jovem Príncipe Adam (Nicholas Galitzine) precisa achar a Espada do Poder para retornar ao planeta natal e derrotar as forças do mal, comandadas pelo terrível Esqueleto (Jared Leto)

Se tratando de um desenho dos anos 80 que marcou a infância de diversas pessoas ao redor do mundo (especificamente o Brasil), era de se esperar que essa produção seguisse a mesma fórmula de vários outros filmes recentes que também nasceram da vontade de revitalizar franquias antigas: Uma nova visão totalmente diferente do material original que tem visuais atualizados.

Entretanto, Mestres do Universo teve a sorte de não só ter uma equipe apaixonada pelo desenho original envolvida, mas também ter aprendido com essa onda de filmes citada acima, e poder entender que para se honrar e reviver uma obra, é necessário abraçar e expandir o que já foi criado e amado. Resumindo: o tão esperado filme do He-Man é tão bom e charmoso quanto o desenho original

Mesmo em momentos mais cotidianos, os visuais da produção seguem fielmente o desenho original, dando ao Príncipe Adam seu icônico modelito rosa, enquanto mistura uma moda medieval e futurista com outros personagens. Os cenários também são algo estupendo aqui, dando vida a uma Etheria que instiga a curiosidade e ilumina os olhos com construções e vegetações que só um verdadeiro conto de fadas poderia entregar.

Apesar de algumas poucas mudanças na trama original do desenho, os personagens que vivem ela são praticamente idênticos, e só mudam para melhor! Ao misturar as características principais do desenho com um drama que uma versão em longa metragem quase obrigatoriamente precisa ter, o diretor Travis Knight conseguiu criar novas pessoas, esqueletos e tigres verdes falantes mais interessantes e carismáticos do que suas versões do anos 80

Falando no Esqueleto, ele catalisa em si a melhor coisa do filme e do próprio personagem: o humor. Se tratando de um desenho antigo, várias coisas acabam perdendo a magia quando crescemos, como algumas risadas longas, situações que poderiam ser resolvidas facilmente e alguns disfarces muito óbvios.

O Esqueleto condensa nele mesmo todas essas situações e as torna o charme do personagem, assim levantando a trama para um ar além dos termos genéricos atuais de “não se leva a sério” ou “sabe que é clichê”. O filme sabe disso, mas leva sua aventura muito a sério, e esse é o grande diferencial daqui

Ao se “levar a sério”, a produção ganha a liberdade para produzir combates que vão além dos clássicos golpes falsos com faíscas voando. Existe algo criativo aqui, com jogadas de câmera e coreografias que misturam um desenho antigo com uma pitada de anime no meio, emocionando o espectador ao limite em todas as lutas.

Vale ressaltar que a dublagem do filme está impecável, com todo o novo elenco de vozes trazendo o máximo de respeito e carinho pelo material original e também contando com o retorno do icônico Garcia Júnior no He-Man”!

Trazendo o clássico desenho para uma visão repaginada para um novo público, enquanto mantém uma ótima fidelidade ao material original.

8
Muito bom
Mais Críticas
“Mestres do Universo entrega uma aventura que se entrega à bizarrice, ao mundo fantasioso e ao quão absurdo certos conceitos e personagens podem ser.”
Bruno Ender

Mestres do Universo (2026)

Duração 2h 12min Direção Travis Knight Roteiro Chris Butler Elenco Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Alison Brie, Jared Leto Onde assistir Ver plataformas no JustWatch

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