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Crítica: Todo Mundo Em Pânico 6

Crítica: Todo Mundo Em Pânico 6

Imagem: Paramount

Após um hiato de 13 anos, a franquia de comédia mais icônica dos anos 2000 finalmente está de volta aos cinemas. Mas a grande surpresa de Todo Mundo em Pânico 6 não é apenas o seu retorno, e sim o DNA por trás dele: os Irmãos Wayans (Marlon, Shawn e Keenen Ivory), mentes brilhantes por trás dos dois primeiros filmes e do clássico As Branquelas, assumem novamente as rédeas do projeto.

Sob a direção de Michael Tiddes — colaborador de longa data de Marlon —, o longa entrega um humor extremamente ácido, cirúrgico e com o pé no acelerador.

Um deboche ácido a Hollywood e à política atual

O filme não poupa ninguém e usa sua acidez para satirizar o estado atual de Hollywood. Sobram piadas para a falta de originalidade da indústria, ironizando a enxurrada de reboots, sequências intermináveis e as famosas “legacy sequels” (as sequências de legado que tomaram conta do cinema de terror).

Mas o deboche vai além das telas. A produção mergulha de cabeça no cenário político e social dos Estados Unidos, transformando temas sensíveis como a Covid-19, a insurreição no Capitólio, movimentos políticos recentes e até as declarações polêmicas de Kanye West em combustível para piadas hilárias.

Paródias cirúrgicas e qualidade técnica de encher os olhos

O humor funciona do início ao fim, arrancando risadas sinceras do público. Porém, o grande destaque da produção é o esmero técnico das paródias. O filme recria com precisão cirúrgica os cenários, a fotografia e a iluminação das obras satirizadas.

O longa transborda amor ao gênero e à própria franquia. Isso fica evidente não apenas no capricho visual, mas no roteiro afiado, que além de fazer rir, ainda consegue entregar revelações surpreendentes sobre a identidade do Ghostface.

O quarteto original está de volta (e em plena forma)

Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall retornam como o lendário quarteto original: Shorty, Ray, Cindy e Brenda. Mesmo após 26 anos desde o segundo filme, a química entre os quatro continua tão natural que parece que eles nunca deixaram os personagens. Marlon, inclusive, brilha ao resgatar outro personagem surpresa de sua filmografia para uma participação rápida. Rostos conhecidos de outros capítulos da franquia também dão as caras — alguns em papéis ótimos, outros nem tanto.

Nem tudo são flores: o peso do excesso

O principal deslize de Todo Mundo em Pânico 6 está no excesso de personagens. Ao tentar equilibrar a introdução de uma nova geração com o peso do elenco clássico, o filme se perde um pouco no foco, especialmente no primeiro ato. Felizmente, o problema é resolvido (e piadizado pelos próprios personagens) na reta final.

Outro ponto que oscila é a pressa em tirar o atraso. No segundo ato, o longa parece sentir a necessidade de parodiar tudo o que foi lançado nos 26 anos desde que os Wayans deixaram a franquia. Por um momento, o filme vira uma metralhadora de esquetes curtas, perdendo aquela estrutura do primeiro filme, que focava em satirizar poucas obras, mas seguindo a espinha dorsal de suas tramas.

Veredito: Vale o ingresso?

Apesar de sofrer para equilibrar tantos personagens e referências, Todo Mundo em Pânico 6 é uma comédia hilária, bem escrita e com uma qualidade técnica inesperadamente acima da média.

8
Muito bom
Mais Críticas
“Se você é fã raiz da franquia ou se só está atrás de uma boa dose de risadas politicamente incorretas, este filme absolutamente vale o seu ingresso.”
Youssef Hálim Rahhal

Todo Mundo em Pânico 6 (2026)

Duração 1h 36min Direção Michael Tiddes Roteiro Shawn Wayans, Marlon Wayans Elenco Anna Faris, Jon Abrahams, Regina Hall, Marlon Wayans, Shawn Wayans, Lochlyn Munro, Cheri Oteri Onde assistir Ver plataformas no JustWatch

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