“Entre deuses, bruxas e monstros, o longa é muito mais do que a jornada de Odisseu, é uma experiência simplesmente indescritível…”
A Expectativa e a Liberdade Criativa de Nolan
O cineasta Cristopher Nolan, retorna para um épico de grandes proporções, após seu último filme causar grande expectativa e se tornas um marco não só na história do cinema contemporâneo mas também na perspectiva das cinebiografias.
“Odisseia”, é uma das obras de ficção e narrativa mais antigas não só da humanidade mas também da literatura grega, atribuída ao poeta “Homero”. O diretor tinha então, uma grande pressão sobre a escrita desta adaptação, em contrapartida, o principal estúdio financiador do projeto deu a ele uma enorme liberdade criativa.
Como resultado dessa liberdade, Nolan assina a direção e o roteiro do filme, conseguindo tomar grandes liberdades criativas para preencher as lacunas da jornada de Odisseu, interpretado por Matt Damon.
O Equilíbrio entre a Mitologia e o Realismo
É incrível como o cineasta não tem medo de arriscar e usar sua criatividade para criar cenas deslumbrantes e que se encaixam perfeitamente na narrativa e na mitologia grega, o que resulta em uma obra ficcional épica, que passa por gêneros e narrativas extras sem perder sua essência e sua objetividade. Um dos principais desafios do diretor é entregar uma adaptação que seja fiel a obra-base mas também mergulhar em um universo da forma mais realista possível.
A trama principal gira em torno de Odisseu, sua família e seus conflitos políticos, no qual, Odisseu, um respeitado guerreiro, lider de guerrilha e conhecido por sua astúcia, inteligência e capacidade estratégica, vive 10 anos de uma experiencia quase transcendental. Além disso, ele não representava e era um membro respeitado não só em sua comunidade e sua família, mas em toda região da ilha de Ítaca, localizada na Grécia. No entanto, enquanto outros heróis gregos confiavam na força e no combate corpo a corpo, Odisseu era valorizado pela sua capacidade de resolver problemas, adaptar-se a situações difíceis e desenvolver planos complexos.
A Guerra, a Mente e a Espera em Ítaca
Uma de suas maiores contribuições militares foi a ideia de criar o cavalo de troia, um artifício que permitiu aos gregos invadir a cidade fortificada de Troia e vencer a guerra. Enquanto a guerra se perpetuava dentro da ilha e depois mar afora, Odisseu e seus saldados, presenciam eventos traumáticos representados não só na mitologia grega, mas questões envolvendo fé, religião, política e sobrevivência.
Durante esse trajeto que se perpetuou por 10 anos, ele não dependeu apenas de espadas, mas de seu intelecto para salvar seus homens e a si mesmo de criaturas míticas, como ciclope, feiticeira e sereias.
O Núcleo Familiar e a Ameaça no Trono
- Penélope (Anne Hathaway): Enquanto sua jornada se extendia cada vez mais, sua esposa Penelope interpretada por Anne Hathaway, era constantemente pressionada a se casar novamente, contra sua própria vontade.
- Telêmaco (Tom Holland): Seu filho, Telêmaco, interpretado por Tom Holland, era apenas um bebê quando seu pai parte para sua jornada, durante esse período, Telêmaco parte para sua própria jornada em busca de respostas que sua mãe não pôde lhe conceder por sua segurança.
- Antínoo (Robert Pattinson): Um dos personagens que acaba ganhando destaque no decorre da trama, é Antínoo, interpretado por Robert Pattinson, lidera o grupo de nobres que ocupa o palácio de Odisseu durante sua ausência, acreditando que o rei jamais retornará a Ítaca. Determinado a assumir o trono, Antínoo pressiona Penélope para escolher um novo affair, enquanto ele e os demais pretendentes, vivem às custas da família real, consomem as riquezas do palácio e ignoram as tradições e os costumes do regime.
Aspectos Técnicos e Veredicto
O épico de Cristopher Nolan é visualmente agradável, conta com um texto bem trabalhado e é atencioso aos detalhes da obra-base, conta também com excelentes atuações, com destaque para Matt Damon e Anne Hathaway.
- Trilha Sonora: A trilha sonora de Ludwig Göransson é sensacional.
- Fotografia: A fotografia exuberante de Hoyte van Hoytema é um dos elementos positivos.
- Montagem: Porém a montagem que por vezes funciona, é falha por ter quebras no ritmo do desenvolvimento da trama.
Conclusão
Portanto, além de não ser uma adaptação totalmente fiel e ser mais realista, o uso de ideia atenuantes à mitologia, consegue ser competente e entregar cenas que irá deixar o telespectador vidrado na tela. Entre deuses, bruxas e monstros, o longa é muito mais do que a jornada de Odisseu, é uma experiência simplesmente indescritível, no qual o diretor mantém o seu estilo de narrativa não linear e imersiva.
Por: Weslley Lopes
⭐ 4/5
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