Severo Snape: A jornada por trás do Príncipe Mestiço

Severo Snape: A jornada por trás do Príncipe Mestiço

A história de Severo Snape é, sem dúvida, uma das mais profundas e complexas do mundo bruxo, marcada por um ambiente hostil desde o seu nascimento em 9 de janeiro de 1960. Filho de uma bruxa puro-sangue e de um trouxa, Snape cresceu na Rua da Fiação, um subúrbio industrial e decadente onde presenciava constantemente as brigas de seus pais. 

Esse cenário de abandono e conflito moldou sua personalidade e alimentou seu desejo precoce de partir para Hogwarts, buscando refúgio no mundo da magia. Foi durante essa infância solitária que ele conheceu Lílian Evans, a quem revelou sua natureza bruxa e por quem nutriu uma amizade profunda que definiria o curso de toda a sua vida. 

image-19-1024x681 Severo Snape: A jornada por trás do Príncipe Mestiço

Ao ingressar em Hogwarts em 1971, Snape foi selecionado para a Sonserina, enquanto Lílian seguiu para a Grifinória. Seus anos escolares foram marcados por uma rivalidade intensa e violenta com Tiago Potter e Sirius Black. Embora os “Marotos” frequentemente o acuassem em vantagem numérica, as fontes ressaltam que Snape não era uma vítima passiva; ele também buscava prejudicar seus rivais e já possuía, aos 11 anos, um conhecimento de Artes das Trevas superior ao de alunos muito mais velhos. Sob o pseudônimo de “Príncipe Mestiço” — uma referência ao sobrenome de solteira de sua mãe, Prince —, ele demonstrou um talento extraordinário na criação de feitiços como o Sectumsempra e o Levicorpus, além de uma maestria ímpar na preparação de poções. 

O ponto de ruptura em sua vida ocorreu no quinto ano, quando, em um momento de humilhação pública causada pelos Marotos, Snape chamou Lílian de “sangue-ruim”, selando o fim da amizade entre os dois. 

Após se formar, ele se juntou aos Comensais da Morte, mas sua lealdade a Lorde Voldemort foi abalada quando ele descobriu que a profecia que ele mesmo havia relatado ao mestre colocava a vida de Lílian em perigo. Em um ato desesperado, Snape recorreu a Alvo Dumbledore, aceitando tornar-se um agente duplo em troca da proteção da família Potter. A morte de Lílian, no entanto, transformou Snape em um homem amargurado, cuja única motivação passou a ser a proteção de Harry Potter, em memória ao amor que sentia pela mãe do garoto. 

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Durante anos, Snape desempenhou o papel de professor rígido e impopular, enquanto mantinha sua fachada de espião sob o uso magistral da Oclumência, técnica que impedia até mesmo Voldemort de ler sua mente. Sua coragem foi levada ao limite quando ele aceitou o pedido de Dumbledore para matá-lo, uma estratégia para garantir a total confiança do Lorde das Trevas e proteger Draco Malfoy. Como diretor de Hogwarts sob o regime de Voldemort, ele continuou auxiliando Harry secretamente, como no momento em que enviou seu Patrono — uma corça, o mesmo de Lílian — para guiar o jovem até a espada de Gryffindor. 

O sacrifício final de Severo Snape ocorreu durante a Batalha de Hogwarts, quando foi assassinado por Nagini por ordem de Voldemort, que acreditava erroneamente que Snape era o mestre da Varinha das Varinhas. Antes de morrer, ele entregou suas memórias a Harry, revelando finalmente sua verdadeira lealdade e sua natureza humana e falha, mas extraordinariamente brava. Após a queda definitiva do Lorde das Trevas, Harry Potter garantiu que o retrato de Snape fosse colocado na sala do diretor, assegurando que o mundo soubesse que ele morreu a serviço de Dumbledore e por amor. 

Entender a vida de Severo Snape é como observar uma poção complexa em ebulição: os ingredientes são amargos e o fogo é constante, mas o resultado final é uma substância rara que, embora sombria na aparência, possui o poder de curar e proteger o que há de mais precioso. 

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