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Crítica: Coração Selvagem

Coração Selvagem, do diretor David Ayer (Corações de Ferro, 2014) chega para talvez assumir como filme definitivo sobre a amizade entre homem e animal no coração dos fãs da Sétima Arte. Se não assumir, com certeza está na prateleira de…

Crítica: Coração Selvagem

Coração Selvagem, do diretor David Ayer (Corações de Ferro, 2014) chega para talvez assumir como filme definitivo sobre a amizade entre homem e animal no coração dos fãs da Sétima Arte. Se não assumir, com certeza está na prateleira de cima do subgênero.

Ayer, em mais uma realização com Brad Pitt (F1, 2025), que interpreta James Belmont, um ex-militar condecorado que viaja com seu cão Odin, também ex-militar para o coração do Alasca e após um acidente com seu avião, devem enfrentar a natureza crua para voltarem para a civilização.

O primeiro grande acerto do filme está na atribuição do protagonismo. É igualitária entre James e Odin, não é um filme sobre um homem que tem um pet como auxiliar, ou um filme sobre um cachorro com esperteza quase humana, como tantos que já assistimos na Sessão da Tarde. Ambos os personagens têm igual importância na trama e suas habilidades são bem reais. Seu companheirismo demonstrado em cada cena possível, só aumenta a empatia do telespectador com a dupla que não só caminha junta, eles dormem juntos e comem juntos. Ambos os personagens também tem debilidades marcantes, tornando a sua colaboração para a sobrevivência ainda mais interessante.

Como coadjuvante, o filme entrega a própria natureza. As paisagens estonteantes são utilizadas ao máximo com muitas imagens panorâmicas de rios, vales e florestas, que o que tem de beleza, tem de mortal, ameaçando a sobrevivência de nossos protagonistas em uma viagem de insanos 97 quilômetros de caminhada até a civilização, com além da flora, uma fauna ainda mais perigosa, com ursos e lobos por exemplo no caminho.

Esses perigos são de deixar tenso na poltrona quem está assistindo, torcendo e vibrando a cada obstáculo superado, não só pela transposição em si, mas por que cada superação é conquistada com mais uma mostra de companheirismo mútuo. Todos os sacrifícios feitos por Belmont para com Odin são correspondidos na mesma moeda pelo cão e é nessa troca que reside o melhor do filme. É impossível não ficar com os olhos marejados ou ir às lágrimas de fato com a progressão da história e seu desfecho cada vez mais óbvio.

Tirando umas duas cenas em que recorremos a suspensão de descrença para continuarmos no ambiente do filme, toda a aventura é muito crível, catapultando Coração Selvagem também como um dos melhores filmes de jornada já feitos. Não se pode deixar de mencionar o personagem Watkins (JK Simmons, o eterno J. Johnas Jameson da franquia Homem-Aranha) fazendo uma boa ponta de luxo, em que sua participação serve somente para ditar a frase que define o cão Odin.

Coração Selvagem se revela como um ótimo filme que engloba amizade, companheirismo e sacrifício com uma ambientação espetacular, que irá emocionar e conscientizar qualquer um que sentar para ver. Sendo tutor de pet ou não.

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