A figura icônica da Mulher-Maravilha, a Princesa das Amazonas, fez sua estreia inaugural nas páginas da DC Comics em dezembro de 1940, dentro da edição número 8 da revista “All-Star Comics”. Criada pela visão de William Moulton Marston e Harry George Peter, esta história seminal não apenas apresentou uma nova heroína, mas também lançou as bases para um legado que perdura por décadas.
A narrativa se desenrola com um evento inesperado: a queda de um avião sem combustível na costa de uma ilha misteriosa, ausente em todos os mapas conhecidos. Duas mulheres testemunham a cena, e uma delas, a princesa local, resgata um homem desacordado dos destroços. Este homem é o Capitão Steve Trevor, da Inteligência Militar dos Estados Unidos, e sua presença na ilha gera grande apreensão, pois aquele é um local onde a presença masculina é estritamente proibida, habitado apenas por mulheres.

A rainha Hipólita, mãe da princesa, inicialmente reluta em permitir o tratamento de Steve, mas, ciente de sua condição crítica, concede que ele seja cuidado, com a condição de que, uma vez recuperado, seja imediatamente expulso de suas terras. Durante a recuperação de Steve, a princesa demonstra um interesse crescente pelo capitão, levando Hipólita a perceber que sua filha se apaixonara.
Para contextualizar a situação e a razão da proibição masculina, Hipólita revela à filha a origem das Amazonas. No auge da Grécia Antiga, as Amazonas eram a nação mais poderosa, governando com maestria, até que Hércules tentou dominá-las. Mesmo derrotado, ele roubou o laço mágico das Amazonas, resultando na sua prisão. O apelo de Hipólita às deusas foi atendido por Afrodite, que devolveu o laço e guiou as Amazonas para longe do mundo dos homens. Elas foram conduzidas à Ilha Paraíso, um refúgio idílico onde poderiam criar seu próprio mundo, mantendo os braceletes forjados por seus conquistadores como um lembrete perpétuo de que deveriam manter distância do mundo patriarcal. Além disso, Afrodite concedeu a Hipólita uma esfera mágica, permitindo-lhe observar o mundo exterior e vislumbrar o passado.

Através desta esfera, Hipólita e a princesa testemunham a bravura de Steve Trevor. Ele é visto em combate contra alemães, sendo capturado e colocado em um avião com a intenção de ser usado em um ataque. Steve consegue retomar o controle da aeronave, mas seu avião fica sem combustível após uma perseguição, levando-o a cair na ilha. Mesmo diante da coragem de Steve, Hipólita compreende que ele deve retornar ao seu mundo. Ela busca o conselho das deusas, e Afrodite e Atena surgem, revelando que o mundo dos homens está imerso em uma grande guerra e que Steve, um homem justo, deve voltar para lutar pela liberdade. Assim, é decretado que a mais forte das Amazonas deve acompanhá-lo de volta à América.
Para determinar quem seria essa campeã, a rainha Hipólita organiza uma competição na Ilha Paraíso. A princesa, ardendo em desejo de participar, é impedida pela mãe devido aos perigos que a missão implicava. No entanto, no início da competição, uma Amazona mascarada se destaca, mostrando-se superior em velocidade, agilidade e força, e até mesmo parando balas com seus braceletes. Ao final, a vencedora se apresenta à rainha e, ao remover sua máscara, revela ser a própria princesa. Impossibilitada de negar o resultado, Hipólita permite que sua filha embarque na jornada, levando Steve Trevor de volta à sua guerra. A princesa é batizada como Diana, em homenagem à sua madrinha, a deusa da lua, e recebe um uniforme que a consagra como uma verdadeira Mulher-Maravilha.
É dessa forma cativante que a Mulher-Maravilha fez sua primeira aparição nos quadrinhos, um marco significativo para o universo dos super-heróis. Embora muitos detalhes de sua história tenham sido alterados ao longo dos anos, esta edição de “All-Star Comics #8” permanece como o berço da poderosa princesa amazona.
Fonte: Nerd All Stars
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