Crítica: A Noiva!

Crítica: A Noiva!

Em A Noiva! (2026), dirigido por Maggie Gyllenhaal, a trama revisita a lendária mitologia de Frankenstein sob uma perspectiva totalmente nova e provocadora. Ambientado na Chicago dos anos 1930, o solitário monstro criado por Victor Frankenstein, que agora se autodenomina Frank, procura a renomada cientista Dr. Euphronius para criar uma companheira para ele. Enquanto isso, a jovem Ida é assassinada por criminosos de rua e então trazida de volta à vida, mas ao despertar, ela se vê incapaz de não usar a sua voz em um mundo marcado por violência, obsessão e desigualdade, mesmo não lembrando quem ela era antes. À medida que floresce o romance entre Frank e a Noiva, eles acabam se envolvendo em uma espiral de crimes, fuga e confrontos que vai contra os próprios papéis que lhes são impostos como monstros, ou como mulher, no caso da Noiva.

A Noiva! é um filme que claramente quer fazer barulho. A diretora Maggie Gyllenhaal busca reinventar um ícone clássico agora colocando a sua contraparte feminina no centro, transformando a Noiva de Frankenstein de uma figura coadjuvante em protagonista com voz e fúria. 

O longa começa um pouco arrastado, com um ritmo que pode parecer excessivamente contemplativo e discursivo nos primeiros momentos, especialmente enquanto estabelece o universo, os conflitos internos dos personagens e as ideais teatrais que a diretora quer explorar. Parte disso se deve ao fato de que A Noiva! não se encaixa como um filme de horror, talvez nem de ação, mas sim uma reflexão sobre identidade, revolta e autonomia, temas que a narrativa traz aqui de forma brilhante do meio pro final do filme. 

Quando o enredo finalmente engrena depois do começo, no entanto, a história ganha uma intensidade e um impulso narrativo capaz de envolver. Tem violência no estilo Bonnie e Clyde ou Thelma e Louise, sequências românticas e momentos de pura estética que lembram uma estética romance punk, em meio a uma fábula gótica dos anos 30. A energia é muitas vezes caótica, mas é justamente essa audácia que ganha quem está aberto a uma abordagem não convencional.

No que diz respeito às performances, Jessie Buckley entrega uma Noiva audaciosa e selvagem, ao mesmo tempo, vulnerável e furiosa. Enquanto Christian Bale dá uma fragilidade ao monstro, tornando-o humano e sensível de formas diferentes do que já se viu em outras versões anteriores.

8
Muito bom
Mais Críticas
“A energia é muitas vezes caótica, mas é justamente essa audácia que ganha quem está aberto a uma abordagem não convencional.”
Enzo Impalá
 Crítica: A Noiva!

A Noiva! (2026)(2025)

Duração 2h07min Direção Maggie Gyllenhaal Roteiro Maggie Gyllenhaal Elenco Jessie Buckley, Christian Bale, Jake Gyllenhaal Onde assistir Ver plataformas no JustWatch

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