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Crítica: O Bosque Selvagem

“O Bosque Selvagem” (2026) é a mais recente produção dos estúdios Laika, referência mundial no universo das animações. Responsável por obras marcantes como “Coraline e o Mundo Secreto” (2009), “ParaNorman” (2012) e “Os Boxtrolls” (2014), o estúdio construiu uma trajetória…

Crítica: O Bosque Selvagem

“O Bosque Selvagem” (2026) é a mais recente produção dos estúdios Laika, referência mundial no universo das animações. Responsável por obras marcantes como “Coraline e o Mundo Secreto” (2009), “ParaNorman” (2012) e “Os Boxtrolls” (2014), o estúdio construiu uma trajetória marcada pela excelência artística, pela ousadia narrativa e por uma identidade visual inconfundível.

Após cinco anos de um minucioso processo de desenvolvimento e produção, chega aos cinemas aquele que se apresenta como o projeto mais ambicioso da história da Laika, prometendo elevar os limites do cinema Stop Motion e reafirmar a importância do estúdio na evolução desse tipo de filme.

A direção fica a cargo de Travis Knight, nome já conhecido dentro dos estúdios Laika por seu trabalho em “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016). Mais uma vez, o cineasta demonstra pleno domínio de sua linguagem e, ao lado de sua equipe, constrói uma obra de enorme riqueza artística e técnica. Sua condução é segura, sensível e cuidadosa, explorando com precisão os recursos visuais e narrativos à sua disposição.

A história é baseada na obra literária de mesmo nome, escrita pelo vocalista e escritor Colin Meloy, publicado originalmente no ano de 2011. A trama acompanha Prue McKeel (Peyton Elizabeth), uma adolescente comum de uma cidadezinha americana, rodeada por um bosque com lendas um tanto assombrosas. Tudo muda na vida da menina, quando seu irmão mais novo é raptado e junto do amigo Curtis (Jacob Tremblay), a jovem precisa entrar no bosque para tentar resgatar o irmão.

“O Bosque Selvagem” é um drama tão sensível quanto épico, que constrói um universo rico em detalhes e transporta o espectador para um mundo mágico, fascinante e encantador. É uma produção cuidadosa, que apresenta uma história marcante, sustentada por personagens complexos, cheios de camadas e com trajetórias únicas. Sua narrativa cresce de maneira orgânica, ganha força e profundidade ao longo da projeção e se desenvolve com uma fluidez admirável. Cada acontecimento contribui para a construção de uma trama envolvente, que conquista o público desde os primeiros minutos e mantém seu interesse até o desfecho. É um filme que encontra na grandiosidade de seu universo e na sensibilidade de sua história uma combinação capaz de emocionar e encantar.

  • Vinycius Rodrigues

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