Crossfire: reboot do clássico FPS ganha versão single-player com foco narrativo e nova mecânica de cobertura adaptativa

Durante o Summer Game Fest, a That’s No Moon — estúdio estreante formado por veteranos de Call of DutyGod of War e The Last of Us — anunciou um reboot completo de Crossfire. Mas calma: não é o FPS competitivo que você conhece. O novo jogo, simplesmente chamado de Crossfire, é uma experiência premium para um jogador em terceira pessoa, com foco narrativo, furtividade e uma mecânica inovadora de cobertura adaptativa.

O trailer mostrou um tom cinematográfico, personagens carismáticos e uma promessa de ação tática que foge completamente da fórmula original do jogo de tiro online. Ainda não há data de lançamento, mas o jogo chegará para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

A história acompanha dois protagonistas:

  • Layla Qassem (voz de Claudia Doumit — The Boys): uma mercenária que busca a destruição como forma de resolver problemas. Violenta, direta e letal.
  • Delroy Cross (voz de Ricky Whittle — American Gods): também mercenário, mas com uma visão de mundo mais pacífica. Ele quer resolver conflitos sem derramamento de sangue desnecessário.

Os dois são operadores de facções inimigas que, em meio a um cenário hostil e uma ameaça existencial letal, precisam forjar uma aliança tensa para sobreviver. A dinâmica entre eles é o coração da narrativa: dois lados opostos do conflito global forçados a trabalhar juntos, desconfiando um do outro o tempo todo.

Cobertura Adaptativa: a grande inovação mecânica

O grande diferencial de Crossfire está na mecânica de Cobertura Adaptativa. Ao invés de usar barreiras lineares tradicionais (paredes, caixas, carros — aquela cobertura quadrada e previsível), o jogo leva a sério o terreno irregular.

Se esconder atrás de pedras com traços irregulares, estruturas destruídas e formações naturais será comum. Layla ajusta sua postura em tempo real para responder ao terreno e aos inimigos ao redor. O objetivo é usar o ambiente para superar e manobrar inimigos altamente letais em uma experiência tensa e realista.

O combate também promete ser de alta letalidade — poucos tiros são suficientes para matar (ou morrer). Isso adiciona um elemento estratégico pesado, onde furtividade será essencial para avançar.

Tecnologia de captura de performance de ponta

O estúdio That’s No Moon está investindo pesado em tecnologia líder da indústria de captura de performance. A ideia é entregar uma experiência cinematográfica onde as expressões faciais, os diálogos e a linguagem corporal dos personagens elevam a narrativa a um patamar próximo aos grandes filmes de ação.

O diretor criativo Taylor Kurosaki (veterano de Call of Duty e The Last of Us) resumiu a ambição:

“Criamos este estúdio com o objetivo de oferecer experiências single-player de classe mundial; é sobre isso que muitos de nós construímos toda a nossa carreira. Com Crossfire, esperamos mostrar ao mundo que nossa equipe tem uma combinação rara de formação e visão para fazer exatamente isso.”

Distância do FPS competitivo original

Vale destacar que este Crossfire é completamente diferente do FPS online que domina as salas de PC na Ásia há anos. A franquia original é conhecida por seus modos multiplayer competitivos, mas este reboot é uma expansão estratégica da IP para o território de jogos single-player narrativos.

O estúdio não detalhou se o jogo será puramente single-player ou se terá algum modo cooperativo (a premissa de dois personagens rivais sugere que poderia haver coop, mas não foi confirmado).

Crossfire é aquele tipo de anúncio que pega todo mundo de surpresa. A That’s No Moon, estúdio novo formado por veteranos de peso, está apostando todas as fichas em uma reimaginação narrativa de uma franquia conhecida pelo multiplayer. A mecânica de Cobertura Adaptativa parece promissora e, se funcionar como descrito, pode realmente trazer um ar fresco para o gênero de ação tática.

Resta saber se o público de Crossfire (acostumado com partidas rápidas e competitivas) vai abraçar uma versão lenta, furtiva e cinematográfica do jogo. Mas, para quem curte The Last of UsUncharted ou os God of War modernos, vale ficar de olho.

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Sou o CEO e editor-chefe da Taverna GM e faço parte da administração do portal. Cuido da parte administrativa, da gestão de conteúdo e da comunicação, além de produzir reviews, notícias e textos de opinião sobre filmes, séries, jogos, música e o universo do entretenimento em geral.

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