A Boosteroid e a AMD publicaram um estudo de caso detalhado sobre a infraestrutura que sustenta o maior provedor independente de cloud gaming do mundo. O material, disponível nos sites de ambas as empresas, revela como a parceria técnica permitiu à Boosteroid escalar para mais de 8 milhões de usuários em três continentes, com qualidade de streaming de até 4K e 120 FPS .
Segundo a matéria, a Boosteroid não se limitou a “empilhar servidores” em um rack. A empresa precisou de uma arquitetura projetada especificamente para cargas de trabalho interativas em tempo real, que exigem equilíbrio preciso entre CPUs de alta frequência e GPUs potentes — algo que hardware de datacenter tradicional muitas vezes não entrega .
A solução foi uma configuração de servidor customizada inteiramente baseada em tecnologias AMD:
- Processadores AMD EPYC: CPUs server-grade com alta densidade de núcleos e largura de banda PCIe para rodar múltiplas sessões de jogo simultaneamente.
- GPUs AMD Radeon customizadas: soluções otimizadas para rack, com design de resfriamento passivo e arquitetura RDNA, entregando ray tracing e fidelidade visual para jogos AAA .
“A nossa ambição era provar que a nuvem pode oferecer performance de PC de alto nível sem precisar possuir o PC”, afirma Ivan Shvaichenko, CEO da Boosteroid, no estudo. “Junto com a AMD, desenvolvemos uma arquitetura projetada desde o início para cargas de trabalho reais de jogos, alcançando densidade excepcional, eficiência energética e performance que é sentida em cada frame” .
O que isso significa para o cloud gaming?
Os resultados práticos da parceria são tangíveis:
- Aumento de frames: performance consistente em títulos AAA, com até 120 FPS.
- Streaming em alta resolução: suporte a 4K.
- Baixa latência: infraestrutura otimizada para resposta rápida.
- Acessibilidade: a eficiência da arquitetura permite manter preços competitivos, tornando o cloud gaming mais acessível .
Infraestrutura que vai além dos jogos
O estudo também destaca que a arquitetura da Boosteroid, padronizada em AMD, não serve apenas para jogos. A mesma infraestrutura pode ser usada para cargas de trabalho de IA/ML, renderização VFX, simulações científicas e outras tarefas computacionais pesadas . Isso transforma servidores de uso único em nós de computação flexíveis — uma vantagem estrutural para o futuro.
Planos de expansão
Atualmente, a Boosteroid opera 29 data centers em três continentes e, segundo o estudo, já está trabalhando na próxima iteração de sua infraestrutura, incorporando tecnologias AMD ainda mais avançadas para aumentar performance, eficiência e escalabilidade .
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