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Cloud gaming não é mais nicho: infraestrutura de GPUs, IA e o futuro dos jogos na nuvem segundo a Boosteroid

cloud gaming deixou de ser uma promessa futurista ou um acessório para jogadores sem PC potente. Pelo menos é o que defende Maksym Terekhin, Chief Communications Officer da Boosteroid, em entrevista exclusiva ao Taverna GM. Segundo ele, o streaming de jogos não é mais um nicho — está se transformando em uma camada de infraestrutura digital, assim como aconteceu com música e filmes antes.

“Grande parte da cobertura sobre cloud gaming ainda enquadra a categoria em torno de consoles, assinaturas ou se o streaming pode substituir o hardware local. Mas o cloud gaming está se transformando de um nicho para uma camada de infraestrutura de mídia digital”, afirma Terekhin.

O desafio da latência: o que separa jogos de Netflix

Uma das diferenças mais claras entre cloud gaming e streaming tradicional, segundo o executivo, está na latência. “Vídeo e música podem fazer buffer de alguns segundos à frente. Jogos não podem, porque cada input precisa chegar à nuvem, ser processado e afetar os próximos quadros”, explica. Isso torna a qualidade da infraestrutura, a proximidade dos servidores e a estabilidade da rede centrais para a experiência do jogador.

A convergência entre cloud gaming e IA

Terekhin também aponta uma conexão natural entre o cloud gaming e a inteligência artificial. “O cloud gaming e a infraestrutura de IA estão se desenvolvendo em torno de necessidades semelhantes: GPUs poderosas, redes de baixa latência, data centers eficientes e a capacidade de atender cargas de trabalho pesadas em escala.”

Essa convergência não é teórica. A Boosteroid, através de uma joint venture com o DL Invest Group, está desenvolvendo um dos maiores projetos de data center para IA da região, com capacidade inicial de 82 MW e escalabilidade superior a 1 GW. “À medida que a IA acelera o investimento em infraestrutura, o cloud gaming pode se beneficiar do mesmo progresso em computação, conectividade e design de data centers.”

O futuro: hardware mais caro e jogos na nuvem como saída

Para Terekhin, o cloud gaming está se tornando uma resposta prática para um mercado de hardware em transformação. “À medida que a infraestrutura de IA impulsiona a demanda por GPUs e memória, dispositivos de consumo potentes podem se tornar mais caros e mais difíceis de atualizar.”

Nesse cenário, o cloud gaming faz o caminho inverso: torna o gaming de alta performance acessível nos dispositivos que as pessoas já usam no dia a dia — e esse acesso, segundo ele, será um dos principais motores do mercado de jogos nos próximos anos.

Fundada em 2016, a Boosteroid se tornou a maior provedora independente de cloud gaming do mundo, com:

  • Mais de 8 milhões de usuários
  • Rede de infraestrutura GPU na Europa, América do Norte e América do Sul
  • Suporte a mais de 2.000 títulos de PC
  • Qualidade de streaming de até 4K e 120 FPS
  • Compatibilidade com navegadores, desktops, TVs, mobile e até sistemas de entretenimento em veículos

Cloud gaming não é mais o futuro — é o presente. Mas não como uma “substituição do PC gamer”, e sim como uma camada de acesso. E enquanto GPUs ficam mais caras e escassas (em parte pela corrida da IA), serviços como a Boosteroid se posicionam como a ponte entre o jogador comum e a performance de ponta.

“Acreditamos que o cloud gaming está se tornando uma resposta prática para um mercado de hardware em transformação”, conclui Terekhin. E pelos números e investimentos, parece que a aposta já saiu do papel.

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Sou o CEO e editor-chefe da Taverna GM e faço parte da administração do portal. Cuido da parte administrativa, da gestão de conteúdo e da comunicação, além de produzir reviews, notícias e textos de opinião sobre filmes, séries, jogos, música e o universo do entretenimento em geral.

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