Filme Cancelado de Superman escrito por J.J. Abrams
Inúmeros filmes de heróis nunca produzidos na história da Warner Bros. O mais famoso de todos é o Superman dirigido por Tim Burton que teria Nicolas Cage no papel principal. Mas depois disso, o estúdio tentou produzir um outro roteiro chamado Superman Flyby, de J.J. Abrams.
A primeira versão do roteiro de Flyby foi entregue à Warner Bros. por Abrams em 2002. Diretores como Brett Ratner (X-Men: O Confronto Final) e McG (Exterminador do Futuro: Salvação) passaram pelo projeto, que eventualmente foi transformado no retorno ao mundo de Christopher Reeve e Richard Donner através de Superman Returns, de Bryan Singer. A ideia de J.J., na época conhecido mais por suas séries de TV como Alias e Felicty, acabou nunca vendo a luz do dia. Elementos dela, entretanto, acabaram aparecendo depois.
O principal foi Krypton. Em seu roteiro, semelhantemente ao que vimos em O Homem de Aço, de Zack Snyder, Christopher Nolan e David S. Goyer, o planeta natal de Kal-El está no meio de uma guerra civil. Jor-El, pai do herói, é descrito como um “rei” em confronto com seu irmão maléfico, Kata-Zor, e seu filho Ty-Zor (basicamente a versão do roteiro do General Zod).
A maior mudança na mitologia viria na razão para enviar o bebê Kal-El para a Terra, onde ele eventualmente seria adotado pelo casal Kent. Jor-El faria isso para proteger o garoto do resto da família, não porque o planeta ia explodir. É mencionada uma “profecia” que o Superman, descrito como “herdeiro do trono” de Krypton, teria que cumprir. Flyby seria o primeiro capítulo de uma trilogia planejada por Abrams.
As alterações não param por aí. O Lex Luthor deste filme seria um agente da CIA inteligente e obcecado com casos não resolvidos de OVNIs. Mas (prearem-se) ele, eventualmente, seria revelado como um kryptoniano com os mesmos poderes do Superman. Apesar dessa revelação, o confronto entre o herói e o vilão não seria o cerne de Flyby.
A grande batalha que Abrams havia escrito era entre Superman e Ty-Zor, que viria para a Terra junto com mais kryptonianos, robôs gigantes e armas de guerra. A luta entre os dois não só causaria destruição em Metrópolis (e Gotham City, mencionada no roteiro) como iria parar em outros países, danificando ícones do nosso mundo como as pirâmides e a Catedral de Notre Dame. O confronto de escala global terminaria com Clark Kent morrendo.
Há duas versões do roteiro circulando por aí, e apesar das mudanças na mitologia, elas são descritas como inteligentes e divertidas, cheias de diálogos bem escritos e sequências memoráveis. Na segunda versão, de 2003, diz o Den of Geek, Lex Luthor não é mais um kryptoniano mas sim um entusiastas de OVNIs ricaço, parte do planeta foi destruído – um continente perdido de Krypton, Menna (uma espécie de terra santa) – e a história é mais tradicional. Lois Lane está investigando o bilionário corrupto, por exemplo. Ty-Zor ainda vem para a Terra (agora por conta de um sinal enviado por Luthor) mas a batalha é menor e não vai além dos limites de Metrópolis,
Superman Flyby acabou nunca saindo da página, mas uma parte dele se tornou realidade. No roteiro de Abrams, a roupa do herói teria um aspecto “vivo”, com luzes e elementos dinâmicos se movendo. A Warner Bros. chegou a produzir um protótipo do uniforme, e ele foi até usado por Henry Cavill em seu teste para o papel em O Homem de Aço (imagem do topo) e Brandon Routh na preparação para Superman Returns.
Na época, atores como Jude Law, Brendan Fraser, Matt Bomer, Paul Walker e Josh Harnett foram especulados para serem o Clark Kent dos cinemas. Curiosamente, Christopher Reeve foi recrutado para ser consultor do projeto. Sua escolha para o papel? Tom Welling, que interpretou o herói em Smallville.
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