Crítica: O Mandaloriano e Grogu

Crítica: O Mandaloriano e Grogu

Din Djardin e Grogu embarcam em uma nova aventura a pedido da Nova República para encontrarem um comandante secreto do Império. Entretanto, a jornada estará cheia de rostos não vistos a muito tempo nessa galáxia, além de vários momentos cruciais para a relação de pai e filho dos protagonistas.

Um dos principais acertos do filme é ter na sua produção a volta do diretor e roteirista John Favreau, que comandou brilhantemente o início da série original do Mandaloriano. É perceptível o carinho e fidelidade ao material original, mesmo em uma grande adaptação para o cinema.

A fidelidade não vem só com a personalidade dos personagens e a evolução mostrada na série, mas também vem da maneira que a narrativa é contada e seu tom. Sempre carregando o misticismo de Star Wars ao máximo, mas trazendo a tona o que fez o material original ser tão popular: A abordagem de caçador de recompensas de Dim Djardin.

Já o trecho da aventura que é nos contado é de fato interessante e criativo, diferente do que a maioria dos trailers estavam vendendo. Na sua jornada para caçar um comandante do Império que está escondido pela galáxia, Mando e Grogu encontram muitos rostos novos e cativantes, mas também se aliam e enfrentam personagens que já apareceram em outras mídias de Star Wars, principalmente nas animações.

O destaque principal vai para Rotta The Hutt, o filho de Jabba The Hutt que foi sequestrado e usado como principal artifício de roteiro no filme clássico de Star Wars: Clone Wars. Como na época de sua primeira aparição o personagem era um bebê, Jon Fravreau aproveitou o espaço para desenvolver um personagem que deseja fugir de seus laços familiares e conquistar uma independência duvidosa.

No caminho para essa conquista, ele se une a Mando e até o enfrenta, destacando de tabela as maravilhosas coreografias de batalhas e efeitos visuais do filme. Era de se esperar algo bom vindo de uma das franquias que mais se esforça em efeitos visuais de todo o cinema, e esse filme não é uma exceção a regra.

O visual de Rotta e os ambientes florestais e neo futuristas apresentados dão uma aula de como ambientar e trazer vida para uma cidade, lua ou planeta, mesmo sem grandes sessões de panorama. As lutas também carregam o charme clássico de Mandaloriano, misturando ótimos combates físicos com armas e escudos, e partindo também para incríveis sessões de tiroteio entre blasters ou naves.

Apesar do clima incrível, personagens cativantes e ótimas coreografias de combate, Mandaloriano e Grogu sofre de um problema que só poderia ser resolvido pela raiz: Sua premissa geral. Ela é interessante, mas não o suficiente para cativar o público para ir ao cinema ver essa grande aventura.

Não era obrigatório que Jon Favreau e companhia usassem as telonas para mostrar um possível fim da jornada entre os dois personagens atuais mais famosos da franquia, mas definitivamente o que foi mostrado não é digno da magnitude do cinema. Tudo é bom, mas nada de diferente do que a série já nos apresentou antes.

Alguns podem até dizer que, se cortado ao meio, o filme daria uma ótima dupla de episódios durante uma temporada padrão da série, o que facilmente pode ser verdade. Mas cabe a você, fã de Star Wars, tomar uma decisão se essa épica aventura vale ou não o seu ingresso. Siga a força, e faça como deve ser.

“Mandaloriano e Grogu conta uma épica história com belas paisagens e personagens cativantes, mas que definitivamente não precisava ser contada nas telonas”
Bruno Ender
 Crítica: O Mandaloriano e Grogu

O Mandaloriano e Grogu (2026)

Duração 2h01 Direção Jon Favreau Roteiro Jon Favreau, Dave Filoni Elenco Pedro Pascal, Sigourney Weaver, Jeremy Allen White Onde assistir Ver plataformas no JustWatch

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