Last Flag: o shooter de capture a bandeira que é divertido, mas sofre com falta de jogadores

A gente recebeu uma key de Last Flag e fomos conferir a proposta: um shooter 5v5 focado exclusivamente em Capture the Flag (CTF), ambientado numa estética anos 70 bem peculiar. E a primeira impressão é genuinamente boa. O jogo é divertido, caótico e tem um ritmo que poucos acertam no gênero. Mas tem um problema grave que foge do design ou da mecânica: quase ninguém está jogando. O jogo foi desenvolvido pela Night Street Games, estúdio cofundado por Dan Reynolds, vocalista do Imagine Dragons.

Esta análise foi realizada a partir de uma cópia de Last Flag fornecida pela Night Street Games.


O QUE É LAST FLAG?

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A premissa é simples, mas eficaz. Você tem 60 segundos para esconder sua bandeira no mapa. Depois, é SHOWTIME. O time adversário precisa encontrar sua bandeira, capturá-la, levá-la de volta à base e defendê-la por 60 segundos. Sim, o jogo não acaba no momento da captura — você ainda tem que aguentar um minuto de pressão total enquanto o outro time tenta recuperar o troféu.

É uma dinâmica que gera momentos de tensão genuína, especialmente quando a defesa vira um caos de tornados, bazucas e ataques especiais cruzando a tela.

O elenco de competidores é variado, cada um com habilidades únicas, e o sistema de upgrades no meio da partida (com dinheiro coletado no campo) adiciona uma camada estratégica que lembra jogos de tiro clássicos, mas sem a complexidade desnecessária.

O PROBLEMA

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Segundo o SteamDB, o pico histórico de jogadores simultâneos de Last Flag é de apenas 558 pessoas. No momento em que escrevo esta análise, o jogo tinha 25 pessoas ativas. O recorde do dia (11 de maio) foi de 44 jogadores simultâneos.

Pra um jogo 5v5, isso significa que você vai depender de matchmaking com bots na maior parte do tempo. E quando enfrenta humanos, ou é o mesmo grupo repetido ou uma experiência de latência e desbalanceamento.

A culpa não é necessariamente da qualidade do jogo. Last Flag é pago. E num mercado dominado por shooters gigantes (e gratuitos) como Overwatch 2Marvel Rivals e Valorant, cobrar pela entrada é um tiro no pé — ainda mais sem um apelo massivo de marketing ou skins virais.

O QUE FALTA

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A Night Street Games tem um problema clássico de jogos independentes multiplayer: o preço afasta jogadores, mas sem jogadores não há comunidade, e sem comunidade o jogo morre. A solução mais óbvia seria migrar para um modelo free-to-play com monetização em: Skins (de personagens, armas, bandeiras, efeitos de explosão), passe de batalha sazonal com desafios e recompensas e emotes e efeitos de entrada.

Isso não só resolveria o problema de população, como daria à Night Street Games um fluxo de receita contínuo para sustentar atualizações e servidores. O próprio jogo teria mais fôlego e potencial para crescer organicamente em streams e redes sociais.

E A REPETIÇÃO?

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Apesar do loop divertido, Last Flag cansa rápido. A ideia de esconder a bandeira e caçar a do oponente é legal nas primeiras partidas, mas depois de algumas horas, a sensação de mesmice aparece. A falta de modos alternativos (um CTF tradicional sem fase de defesa final, um modo ranqueado, eventos semanais, desafios de classe) faz com que o jogo dependa muito da novidade das habilidades dos personagens — e isso não sustenta uma base ativa no longo prazo.

VEREDITO

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Last Flag é um jogo que merecia mais atenção. As mecânicas são sólidas, o visual é charmoso, e o caos da defesa final é genuinamente eletrizante. Mas a falta de jogadores e a estagnação precoce impedem que ele atinja seu potencial.

Se você gosta de shooters de herói e tem amigos pra fechar uma equipe (e paciência pra enfrentar bots), pode valer a pena numa promoção. Caso contrário, espere torcer pra Night Street Games repensar o modelo de negócio. Um jogo tão divertido não merece ficar vazio.

Um jogo tão divertido não merece ficar vazio.
Wesley Aguiar
 Last Flag: o shooter de capture a bandeira que é divertido, mas sofre com falta de jogadores

Last Flag (2026)

Lançamento 28 de abril de 2026 Desenvolvedora Night Street Games Gêneros MOBA, Ação, Pvp Plataformas PC (Steam) Testado em PC

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Sou o CEO e editor-chefe da Taverna GM e faço parte da administração do portal. Cuido da parte administrativa, da gestão de conteúdo e da comunicação, além de produzir reviews, notícias e textos de opinião sobre filmes, séries, jogos, música e o universo do entretenimento em geral.

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