Crítica: O Diabo Veste Prada 2

Crítica: O Diabo Veste Prada 2

Anos depois de deixar a revista Runway, Andy Sachs (Anne Hathaway) construiu uma carreira sólida no jornalismo, mas vê seu caminho cruzar novamente com o de Miranda Priestly (Meryl Streep), agora enfrentando uma indústria da moda transformada pelo digital e a velocidade das redes sociais.

Enquanto Miranda tenta manter sua autoridade em um cenário que já não responde às mesmas regras, Andy se vê dividida entre os valores que construiu e a tentação de voltar ao epicentro do poder. A relação entre as duas ganha novos contornos mais estratégicos, revelando que, no mundo da moda, reinvenção é a forma de sobrevivência.

Mesmo sendo uma continuação imaginada, O Diabo Veste Prada 2 funciona perfeitamente como evolução temática do original. O grande acerto está em atualizar o conflito central: não é mais apenas sobre ambição vs. ética, mas sobre relevância em uma era em que autoridade e influência mudaram de mãos.

A personagem de Miranda Priestly ganha ainda mais profundidade, menos caricata, mais humana, sem perder o magnetismo que fez dela um ícone. Já Andy surge mais segura, o que equilibra a dinâmica entre as duas e cria um desenvolvimento tão interessante quanto no primeiro filme.

Outro ponto forte é a crítica ao próprio sistema da moda: a narrativa expõe, com inteligência, como o glamour convive com a obsolescência rápida e a pressão por adaptação constante. O resultado é uma história sofisticada, atual e cheia de diálogos afiados.

8
Muito bom
Mais Críticas
“Exatamente o tipo de continuação que respeita o original enquanto encontra novos motivos para existir, fazendo isso com leveza e acertando no tom.”
Enzo Impalá
 Crítica: O Diabo Veste Prada 2

O Diabo Veste Prada 2 (2026)

Duração 1h 59min Direção David Frankel Roteiro Aline Brosh McKenna Elenco Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt Onde assistir Ver plataformas no JustWatch

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