Dead as Disco: Review do beat ‘em up rítmico que vicia rápido e tem replay infinito

A gente recebeu uma key de Dead as Disco ainda na fase de preview, voltamos pra versão de acesso antecipado, e a sensação se mantém: tem algo muito especial acontecendo aqui. O jogo da Brain Jar Games mistura beat ‘em up com ritmo musical de uma forma que poucos títulos conseguiram — e o mais impressionante é que, mesmo em acesso antecipado, já vicia rápido e faz você perder a noção do tempo.

Esta análise foi realizada a partir de uma cópia de Dead as Disco fornecida pela Brain Jar Games.


O QUE É DEAD AS DISCO?

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Você é Charlie Disco, um astro do rock decadente que volta dos mortos (literalmente) para enfrentar seus ex-colegas de banda, agora conhecidos como os Ídolos. A narrativa é pano de fundo, mas cumpre bem o papel de dar identidade ao mundo: é barulhento, político, elegante e assumidamente irritado com o estado das coisas. Num minuto você está batendo em alguém ao ritmo de um rap pesado, no outro está ouvindo uma história sobre exploração de artistas por corporações.

O grande acerto de Dead as Disco está na sincronia. Ataques, esquivas, combos — tudo funciona melhor quando você acerta o tempo da música. E quando isso clica, o jogo simplesmente flui. Não é um gimmick jogado por cima; é o coração da gameplay.

A versão de acesso antecipado mantém o que já funcionava na preview: os golpes têm peso, as esquivas são responsivas, e a sensação de acertar uma sequência inteira no ritmo certo é absurdamente satisfatória. É o tipo de jogo que arranha uma parte do cérebro que poucos alcançam.

REPLAY INFINITO?

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A grande sacada que dá ao jogo um fator replay gigantesco é a possibilidade de importar suas próprias músicas. Você pode carregar suas faixas favoritas, editar clipes e transformar cada luta em um espetáculo sincronizado com sua trilha sonora pessoal.

Isso transforma Dead as Disco em um jogo infinito. Cansou das músicas padrão? Bota um rock, um eletrônico, um funk, um samba — o jogo se adapta. É a diferença entre jogar por 10 horas e jogar por 100 horas sem sentir repetição.

modo Infinite Disco funciona como um playground pra quem só quer curtir o combate sem se preocupar com história. E com a possibilidade de usar faixas próprias, o céu é o limite.

OS CHEFES

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A preview já tinha mostrado que Arora era especial. No jogo completo (ou no que temos dele até agora), isso se confirma: ela continua sendo o ponto alto disparado. Não só pelo desafio, mas pelo conjunto da obra. O design da fase, os efeitos visuais e a forma como tudo se conecta com a música criam uma experiência que vai além de “derrotar um chefe”. É inesquecível.

SOBRE A DIFICULDADE

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Uma crítica comum entre jogadores é que Dead as Disco pode ser “fácil demais” em alguns momentos. Isso é verdade se você comparar com jogos Souls-like ou beat ‘em ups punitivos. Mas aqui, a facilidade é uma escolha consciente dos desenvolvedores.

Por quê? Porque o fator replay não está na dificuldade, está na performance. Você não joga de novo pra passar de fase — você joga de novo pra acertar mais combos, manter o ritmo por mais tempo, fechar a luta com estilo. É um jogo sobre flow, não sobre frustração. E nesse aspecto, a Brain Jar Games acertou em cheio.

O QUE FALTA? E O QUE JÁ FUNCIONA?

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No mais, Dead as Disco já acerta em cheio no que se propõe: o combate rítmico é fluido e extremamente satisfatório, a possibilidade de usar suas próprias músicas garante um replay infinito que poucos jogos oferecem, e a estética neon aliada a uma direção de arte inspirada em videoclipes dos anos 2000 e cultura pop dá personalidade absurda ao título. A trilha sonora original e licenciada é de qualidade, as legendas em português do Brasil estão presentes e a demo gratuita na Steam é um convite generoso pra experimentar tudo isso sem compromisso.

Por outro lado, por ainda estar em acesso antecipado, o jogo sofre com bugs ocasionais (nada fora do comum para essa fase), a campanha é curta — com mais chefes prometidos pela Brain Jar Games —, o modo cooperativo local e online ainda não foi implementado e melhorias de acessibilidade estão em andamento. Nada que impeça a diversão imediata, mas que mostra que o melhor ainda está por vir.

VEREDITO

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Dead as Disco é um jogo que merece sua atenção. Se você gosta de Hi-Fi Rush, de beat ‘em ups clássicos (ou só de música boa com pancadaria), vai encontrar aqui um título que sabe exatamente o que quer ser — e já faz isso muito bem.

fator replay infinito (graças às músicas próprias) e a qualidade absurda da luta contra Arora são motivos mais que suficientes pra baixar a demo grátis e dar uma chance. E se você curtir, os R$ 60 do acesso antecipado são um investimento justo — ainda mais porque o preço deve aumentar com o tempo.

9
Excelente
Mais Reviews
Dead as Disco é um jogo que merece sua atenção.
Wesley Aguiar
 Dead as Disco: Review do beat 'em up rítmico que vicia rápido e tem replay infinito

Dead as Disco (2026)

Lançamento 5 de maio de 2026 Desenvolvedora Brain Jar Games Gêneros Ritmo, Luta, Early access Plataformas PC (Steam) Testado em PC

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Sou o CEO e editor-chefe da Taverna GM e faço parte da administração do portal. Cuido da parte administrativa, da gestão de conteúdo e da comunicação, além de produzir reviews, notícias e textos de opinião sobre filmes, séries, jogos, música e o universo do entretenimento em geral.

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